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	<title>Blog Do Mineiro &#187; Eleições-2008</title>
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	<description>Blog do Mandato do Deputado Estadual Fernando Mineiro</description>
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		<title>O exército de ocupação</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Dec 2008 12:45:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Mineiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mandato]]></category>
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		<description><![CDATA[Micarla de Sousa, finalmente, revelou as identidades dos comandantes de seu exército de ocupação. Sem surpresas, pois antecipadas em notas e notas. Como também não surpreende a expressiva presença e força de conhecidos e notórios agripinistas em postos chaves da futura adminstração. Como eu já dissera anteriormente, o DEM, ex-pêfêlê, terceirizou a disputa de 2008 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Micarla de Sousa, finalmente, revelou as identidades dos comandantes de seu exército de ocupação. Sem surpresas, pois antecipadas em notas e notas. Como também não surpreende a expressiva presença e força de conhecidos e notórios agripinistas em postos chaves da futura adminstração. Como eu já dissera anteriormente, o DEM, ex-pêfêlê, terceirizou a disputa de 2008 através da candidatura do PV. Agora, a contrapartida: ocupa os importantes espaços de planejamento, arrecadação de tributos e execução de obras, entre outros. </p>
<p>Como não poderia deixar de ser, o secretariado reflete as forças vitoriosas nas eleições passadas. Do Secretário de Comunicação ao de Planejamento e é a cara de Micarla e seus aliados. Quem esperava renovação de quadros em postos chaves talvez tenha se decepcionado. Ou não, como diria Caetano.</p>
<p>Formado seu primeiro escalão, a prefeita certamente &#8220;arregaçará as mangas&#8221; a partir do primeiro de janeiro pra colocar em prática as suas promessas de mudanças em nossa cidade. </p>
<p>Pós-eleições, Micarla e sua equipe borboletearam por várias cidades brasileiras em busca do conhecimento de experiências de governos. As visitas foram, todas, a cidades administradas pelo PSDB e/ou DEM, revelando simpatia e afinidade programática com uma determinada concepção de administração. Os tucanos se especializaram em entoar o cantochão do &#8220;choque de gestão&#8221;, transformando-o em verdadeira grife administrativa. Aqui um parênteses necessário: tal choque sempre se realiza pela busca do estado mínimo e pela supremacia das forças do mercado sobre as políticas públicas. Vamos ver se e como Micarla vai adotar o modelito tucano-pefelista. </p>
<p>A despeito de que a divulgação dos nomes à frente de sua equipe ser forte indicador dos rumos da administração Micarla, aguardemos suas ações político-administrativas e as confrontemos com o prometido em campanha e com as necessidades e demandas da população. </p>
<p>Não ficarei surpreso se Micarla e seus aliados gastarem os primeiros meses de 2009 em culpar a crise mundial e a administração Carlos Eduardo diante de decisões que vierem a ser tomadas.</p>
<p>Vou torcer, e cobrar, que as muitas promessas de campanha se transformem em compromissos e realizações de governo.</p>
<p>Mineiro</p>
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		<title>O Jornal de Hoje NÃO é responsável pela derrota de Fátima</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Oct 2008 18:48:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Mineiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mandato]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições-2008]]></category>

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		<description><![CDATA[Declaro, formal e solenemente e para todos os fins, e meios, que se fizerem necessários que o Jornal de Hoje e o JH Primeira Edição NÃO são responsáveis pela derrota de Fátima nas eleições deste ano da graça de 2008. A quem interessar, a minha opinião sobre as razões da derrota de Fátima estão expressas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size=2><br />
Declaro, formal e solenemente e para todos os fins, e meios, que se fizerem necessários que o Jornal de Hoje e o JH Primeira Edição NÃO são responsáveis pela derrota de Fátima nas eleições deste ano da graça de 2008. A quem interessar, a minha opinião sobre as razões da derrota de Fátima  estão expressas em artigo que escrevi sobre o tema, que pode ser lido em <a href="http://www.mineiropt.com.br/blog">www.mineiropt.com.br/blog.</a></p>
<p>Entre outras razões, os JHs de primeira, de hoje e de ontens não são responsáveis pela derrota de Fátima porque eles não têm eleitores(as). Como se sabe, têm leitores(as) como eu, que os leio sempre. E nós, leitores e leitoras dos JHs bem sabemos que um jornal não elege nem deselege ninguém. Pelo menos nos dias de hoje, a despeito de que tem gente que ache o contrário.  Aliás, cada vez mais, alguns jornais  cumprem cada vez menos até mesmo a função de informar.</p>
<p>Leitores(as) que somos dos JHs, ao tempo em que sabemos que eles NÃO são responsáveis  pela derrota de Fátima, sabemos também que seu proprietário e alguns jornalistas e colunistas votaram em Micarla. E isto não tem nada de mais. Exerceram um dos mais humanos, democráticos e  cívicos dos direitos: o direito às escolhas. Não devemos, por isso, chamá-los de pevistas ou demoístas ou qualquer outros istas. Assim, também, é ridículo chamar os jornalistas que votaram em Fátima de &#8220;petistas&#8221;. Confesso, até gostaria que se filiassem ao PT. E se fossem petistas, qual seria o problema? Cá pra nós, este McCarthyism papa-jerimum é de uma mediocridade sem limites.</p>
<p>Leitores(as) assíduos(as) dos JHs, sabemos que estes jornais NÃO foram responsáveis pela derrota de Fátima. Mas sabemos também, por óbvio e evidente, que a grandissísima maioria das manchetes desses jornais, neste período eleitoral, foram contra Fátima e a coligação União Por Natal. E também aqui não vejo nada de mais. Afinal, os JHs são mercadorias de uma empresa privada que os vendem como querem e desejam. Registre-se que o proprietário desses jornais nunca escondeu de ninguém, e isto é elogiável, que eles são instrumentos radical e plenamente comprometidos com a iniciativa privada. E nós, leitores(as), sempre soubemos disso. Eu, por exemplo, também nunca escondi que sou assumidamente comprometido com as iniciativas públicas. E o legal do mundo é isso: a diversidade e o pluralismo de idéias.</p>
<p>O absurdo de tudo isto é que não se conhece um só petista que tenha dado qualquer declaração afirmando que os JHs foram os responsáveis pela derrota de Fátima. Aliás, darei um prêmio para quem me mostrar uma frase de qualquer petista que tenha dito uma bobagem dessas. E o prêmio, só pra valorizar, é a assinatura dos JHs, no período de 1º de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2012. Sem direito à reeleição, digo renovação.</p>
<p>Se nenhum(a) petista responsabilizou os JHs pela derrota de Fátima, quem então inventou, e com quais objetivos, este factóide pós-eleitoral?</p>
<p>Pra mim é óbvio: alguns jornalistas/colunistas do próprio jornal criaram e alimentam  esta versão, na vã tentativa de que, ao repeti-la diariamente, ela venha a se tornar verdade.  E não foi apenas pelo anti-petismo assumido desses senhores e senhoras. O objetivo é outro, igualmente óbvio: querem se valorizar junto aos vencedores das eleições em Natal. E para isto eles(as) inventaram os factóides da responsabilização e do linchamento, da vitimização,  para que os vitoriosos reconheçam  o papel exercido por cada um(a). Como se sabe, o lado oposto da moeda da derrota é o lado da vitória.</p>
<p>Ora, ao divulgar a versão fantasiosa e artificial de que alguém está dizendo que os JHs são responsáveis pela derrota de Fátima eles(as) querem, na verdade, aparecerem aos olhos dos novos e velhos poderosos/vencedores das eleições como os responsáveis pela vitória.</p>
<p>O plano é de uma lógica simplória e cartesiana. Dizer repetidamente que estão sendo responsabilizados pela derrota de Fátima e que estão sofrendo linchamento por parte de petistas é uma forma esperta de dizer que são os responsáveis pela vitória, sem dizê-lo diretamente.</p>
<p>Na verdade, não se busca, com estes factóides, a disputa da opinião dos(as) leitores(as) dos JHs sobre a avaliação da cobertura do processo eleitoral. Trata-se, isso sim, da busca, repita-se, de um reconhecimento, agradecimento e valorização dos vitoriosos pelas posições e opiniões ali publicadas.</p>
<p>Além disso, procura-se impedir e desvirtuar um debate necessário e qualificado sobre a qualidade da mídia em nosso estado. Debate este de grande importância para a sociedade potiguar, que deve ser pautado pela reafirmação do irremovível compromisso com a defesa da liberdade de imprensa e do direito à opinião livre dos(as) leitores(as). E este debate só ocorrerá sob o signo de respeito absoluto às opiniões divergentes. A desqualificação dos interlocutores é a confissão do desejo de fuga do assunto.    </p>
<p>Vamos, então, combinar. Reafirme-se que os JHs NÃO foram responsáveis pela derrota de Fátima na exata medida em que  NÃO o foram pela vitória de Micarla.</p>
<p><b>Fernando Mineiro </b>- petista e leitor assíduo dos JHs e de outros tantos jornais. Porque sem eles, os jornais, jamais poderia entender um pouquinho desta cidade e dos interesses de parte de seus habitantes.</p>
<p></font></p>
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		<title>A ética no jornalismo, na vida e os intocáveis</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Oct 2008 15:32:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Mineiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mandato]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições-2008]]></category>

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		<description><![CDATA[O blog Substantivo Plural, do jornalista Tácito Costa, precisa ser acessado e divulgado pelos que anseiam por um debate, substantivo e plural, sobre os meios de comunicação em nosso estado. Quem ainda não o acessou está perdendo uma boa oportunidade para se conhecer melhor como funciona parte deste universo que se autodenomina imprensa potiguar. E [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size=2><br />
O blog Substantivo Plural, do jornalista Tácito Costa, precisa ser acessado e divulgado pelos que anseiam por um debate, substantivo e plural, sobre os meios de comunicação em nosso estado. Quem ainda não o acessou está perdendo uma boa oportunidade para se conhecer melhor como funciona parte deste universo que se autodenomina imprensa potiguar. E não deve ser muito diferente em outras partes do país ou do mundo. </p>
<p>
<p>Ali, em www.substantivoplural.com.br, vem ocorrendo, de uma forma inédita por essas terras, um interessante debate que tem muito a nos dizer e ensinar sobre ética no jornalismo local.<br />
E este tema ganhou destaque e animação quando focou a participação de alguns donatários de colunas de jornais, TVs e blogs nas eleições deste ano. Bastou algum participante do debate chamar a atenção para o parcialismo e dirigismo de algumas matérias e colunas que logo veio a reação virulenta e furiosa dos “intocáveis” da imprensa potiguar: “isto é coisa de petistas derrotados”, “querem cercear a liberdade de imprensa”, é “linchamento de jornal” e outros exageros  do gênero e mesmos baixarias contra quem pensa diferente. A intolerância diante do contraditório tem gerado reações raivosas, travestidas do clamor pela liberdade de imprensa. Se existe alguma tentativa de linchamento é contra os que estão dizendo que determinados(as) reis e rainhas da imprensa potiguar estão começando a ficar nus diante de um público maior.
<p>
<p>
Até compreendo o incômodo e desconforto de alguns(as) ao se verem despidos e descidos do pedestal da &#8220;imparcialidade jornalística&#8221;. É que eles(as) não compreenderam ainda que os tempos mudaram, inclusive nos meios de comunicação. Já se foi o tempo em que apenas eles(as) se comunicavam com o público e eram donos absolutos das versões sobre os fatos. Reagem furiosos contra as pessoas que percebem que, em seus espaços nos meios de comunicação, alguns desses senhores(as) exercem o direito legítimo, eu acho, de assumir a defesa de posições de candidatos(as) a ou b.
<p>
<p>Sinceramente, não sei o porquê de tanta fúria diante da evidência dos fatos. Ah, os fatos! Palavrinha tão cara, literalmente, a determinadas pessoas. E as matérias de jornais, as manchetes, as agronotas, as fofocas impressas, os blogs, os panfletos anônimos estão aí, disponíveis na internet, para quem quiser fazer um balanço da cobertura das eleições/2008 por determinados(as) jornalistas/colunistas/blogueiros(as). Uma rápida visita ao que foi publicado/editado por certos veículos de comunicação e se constatará que a tão decantada imparcialidade na cobertura dos fatos, por determinados(as) jornalistas, tem  na verdade o valor e a simbologia dos santos de pau oco.
<p>
<p>Mas, na verdade, o motivo da fúria diante da constatação da parcialidade de determinadas posições reside no fato de que este debate joga luzes sobre o modus operandi de determinados(as) personagens da imprensa potiguar. Donatários, longevos ou não, de espaços na imprensa, se acham intocáveis portadores da verdade. Muitos até temem discordar de suas posições, temerosos de suas furiosas e desmedidas reações. Já ouvi muita gente dizer que não se pode discordar de determinados(as) senhores(as) jornalistas porque, senão, será escanteado dos veículos que eles controlam. Aqui, faço parênteses para reproduzir uma frase de Tom Wolfe, o autor de Fogueira das Vaidades, retirada de um artigo de Clotilde Tavares. Diz Tom Wolfe, “Só existem duas maneiras de fazer carreira em jornalismo: construindo uma boa reputação ou destruindo uma”. Pois eu acho que tem muita gente que acredita e age assim na imprensa potiguar. As reações raivosas, que tentam desqualificar os(as) interlocutores(as) objetiva fugir e desviar a atenção  do debate central, qual seja: a relação entre mídia e poder, seja este público ou privado.
<p>
<p>O debate em curso no SP tem chamado a atenção para aspectos nunca antes discutidos abertamente por estas bandas. Destaco aqui a confusão, pra dizer o mínimo, entre o trabalho em uma redação e o trabalho em assessoria  vinculados a um dos poderes locais ou a grupos empresariais ou a gabinetes parlamentares. É evidente o conflito de interesses e a forte exigência de um alto grau de maturidade profissional. Via de regra, e infelizmente, prevalece o lado das assessorias. Dizem que tal situação decorre do fato de que aqui no RN se paga o mais baixo salário do país a um jornalista, que tem o piso salarial de pouco mais de setecentos reais. Se esta situação de baixos salários explica a legítima necessidade de se buscar outras rendas por parte dos profissionais, ela não pode justificar a parcialidade e o dirigismo das notícias. Até porque os(as) useiros(as) e vezeiros(as) deste tipo de postura não estão entre os(as) que recebem o piso salarial e nem formaram o patrimônio que têm apenas nos batentes das redações. Acho que se trata mesmo de uma questão de posicionamento político. E isto, posicionamento político, não faz ou traz nenhum mal em si. Ao contrário. Sinceramente, não sei o porquê desse deus nos acuda diante do fato de que as pessoas perceberam que alguns(as) de nossos(as) jornalistas/colunistas têm e assumem posições e preferências eleitorais.  Senhoras e senhores, não se envergonhem da posição que tomaram nas eleições. Assumam suas posições e saiam do armário político. A verdade e a democracia agradecerão.<br />
O debate promovido pelo Substantivo Plural não deve interessar apenas à corporação de jornalistas e que tais, mas a todos(as) que têm compromissos com uma sociedade verdadeiramente democrática. Que não se consolidará, desnecessário repetir, sem uma imprensa verdadeira e radicalmente livre.
<p>
<p>
Por isso mesmo, meti a colher neste angu de muitos caroços. E o fiz com a autoridade de quem, em duas décadas de vida pública, sempre teve uma boa e respeitosa relação com a imprensa, porque pautada por um só postura: assumir claramente minhas posições e responsabilizar-me, de forma intransferível, por elas. Em todo este tempo de convívio com jornalistas nunca “culpei” nenhum deles(as) por frases ditas por mim; nunca falei em off ou plantei notas, nunca deixei de responder às perguntas (mesmo que as respostas não agradem); nunca liguei para redações para reclamar de jornalistas, nunca contratei jornalistas que trabalham em jornais ou TVs, nunca exerci relação mercantil com nenhum deles(as) e, principalmente, nunca fugi de um debate. Enfim, nunca fiz nada além de minha obrigação como militante político.
<p>
<p>
Que este debate prossiga, com respeito às posições diferentes e não seja intimidado pela furiosa reação dos(as) que se julgavam os(as) intocáveis da imprensa local. Que bem fará à sociedade a criação de um Observatório da Imprensa Potiguar!
<p>
<p>
Fico aqui lembrando de uma frase de, eu acho, Otto Von Bismarck: “Os cidadãos não poderiam dormir tranqüilos se soubessem como são feitas as leis e as salsichas”. Eu acrescento: teriam pesadelos, os cidadãos, se soubessem como são feitas algumas notas em determinadas colunas de jornais e blogs potiguares.
<p>
<p>Mineiro<br />
</font></p>
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		<title>Duas razões para a derrota</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Oct 2008 15:53:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Mineiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mandato]]></category>
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		<description><![CDATA[O PT/Natal sofreu a mais dura derrota eleitoral em toda sua história: além de sermos mais uma vez derrotados na disputa para o Executivo, perdemos nosso espaço no Legislativo Municipal, onde tínhamos representantes nos últimos 20 anos. O reconhecimento da dimensão dessa derrota é condição inicial para realizarmos uma profunda avaliação dos fatos que nos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O PT/Natal sofreu a mais dura derrota eleitoral em toda sua história: além de sermos mais uma vez derrotados na disputa para o Executivo, perdemos nosso espaço no Legislativo Municipal, onde tínhamos representantes nos últimos 20 anos. O reconhecimento da dimensão dessa derrota é condição inicial para realizarmos uma profunda avaliação dos fatos que nos levaram a ela.<br />
Mais do que indicar responsáveis pela derrota, a avaliação que precisamos realizar deve nos apontar caminhos a seguir para que o PT, como uma instituição importante no cenário nacional, se coloque à altura de assumir um lugar de destaque no protagonismo político em nossa cidade.<br />
E isto só será possível se realizarmos um debate o mais aberto e franco possível, onde todos(as) possam ser ouvidos(as). Aqui, então, a primeira tarefa para as nossas direções partidárias: instaurar o processo de avaliação das eleições 2008, incentivando a participação não só de nossos(as) filiados(as) mas, também, de simpatizantes e amigos(as) do partido.<br />
Tenho ouvido explicações pra todo gosto sobre a nossa derrota. Todas procedentes. A pouca participação da militância, a não empolgação da sociedade, os índices de rejeição à candidata e à aliança, a falta de coordenação e de estrutura, a não participação de candidatos a vereadores(as), o desempenho nos debates, o marketing, a mobilização, a falta de propostas mais concretas, a não participação das lideranças dos bairros e demais movimentos sociais, o apoio de parte da mídia à adversária, etc.,etc., etc.<br />
Acho mesmo que tudo isso, e muito mais, pesou e contribuiu para a nossa derrota. A lista dos motivos pode não ter fim, se focarmos o nosso olhar em questões pontuais. Mas penso que tais questões são consequências e não causas. Isto quer dizer que temos a obrigação de buscar as razões que determinaram que a nossa campanha fosse a que foi e não outra. E longe de mim entrar no terreno pantanoso do  &#8220;se tivesse sido assim&#8230;&#8221; . Aliás, gosto muito daquele ditado que fala sobre como é bom e fácil fazer a foto ao lado da onça morta.<br />
Voltemos, então, às tentativas de encontrarmos as razões da derrota, lembrando quem já nos ensinou que, nesta busca, é preciso ter o cuidado para que não se derrote a razão.<br />
Penso que são duas a principais causas de nossa histórica derrota.<br />
A primeira é anterior ao processo eleitoral em si. Refiro-me ao afastamento e isolamento de nosso partido em relação a grande parte da sociedade natalense. Venho, há tempos, falando sobre isto e aqui vou repetir: o PT precisa retomar o diálogo com a cidade. Existe um divórcio entre o partido e parcelas da sociedade local. O PT/Natal não conseguiu acompanhar as mudanças políticas, econômicas, sociais e culturais ocorridas em nossa cidade neste início de milênio. A composição social do PT (em sua grande maioria formado por servidores públicos) é a mesma desde o seu início e isto o torna impotente para responder às atuais demandas da cidade. É preciso dialogar e interagir com outros setores, com os mais variados movimentos sociais e, em particular, com a juventude da cidade. O PT, para ser forte e representativo em Natal, deve incorporar e refletir a pluralidade e complexidade de uma cidade como a nossa. Após esta tragédia eleitoral espero que seja mais fácil falar sobre isto. Cabe à atual direção municipal promover um profundo processo de renovação do partido. Ou isso ou abdiquemos de fazer política em Natal.</p>
<p>A segunda razão de nossa derrota diz respeito à forma como foi feita a aliança da base de sustentação do Presidente Lula. Correta e positiva do ponto de vista político, a aliança acabou tendo conotação negativa perante a sociedade. O fato é que não conseguimos convencer a maioria dos(as) natalenses de que o nosso projeto era o melhor pra cidade.</p>
<p>Já no dia 6 de maio, três dias após o anuncio da aliança escrevi o texto “A hora e a vez do PT <a href="http://www.mineiropt.com.br/blog/?p=51">(veja aqui)</a>. Entre outras coisas, ali eu disse que <em></p>
<blockquote><p>“….Para além das resistências, das dificuldades, dos atropelamentos das dinâmicas partidárias e dos caminhos tortuosos seguidos até chegarmos aqui, importa agora ressaltarmos a positividade e a importância dessa aliança e a grandeza das atitudes de renúncias das lideranças dos todos partidos envolvidos neste projeto.<br />
É preciso ter a consciência de que, até o momento, tão somente iniciamos a organização de nosso time, preparando-o para o difícil jogo eleitoral. Mas o time ainda não está completo e precisamos conquistar mais parceiros.<br />
Precisamos, sobretudo, convocar e convencer a jogar do nosso lado o mais importante ator desde jogo: o eleitorado natalense.<br />
Engana-se quem pensa que aos (às) eleitores (as) está reservado apenas um lugar na arquibancada. Vencerá a disputa quem incorporar de forma ativa e participativa as mais amplas parcelas da população neste processo eleitoral. A unificação das direções partidárias em torno de um mesmo projeto é o passo inicial. E que passo foi dado ao conquistarmos a unidade das principais lideranças da base aliada do Presidente Lula! Agora, precisamos conquistar a sociedade natalense. E para isto é necessário que a unidade alcançada nas cúpulas partidárias se capilarize e se reproduza nas nossas bases de apoio, em cada bairro e cada rua de Natal.<br />
Unificados que estamos em torno de um nome precisamos, urgentemente, nos unificarmos em torno de projetos político-administrativos para Natal. O debate programático ocupará um lugar decisivo na atual disputa eleitoral. A sociedade natalense se mobilizará ao lado das forças políticas que se identifiquem e dialoguem com seus anseios e aspirações”.</em></p></blockquote>
<p>Disse mais, no mesmo texto.</p>
<blockquote><p><em> “… Só depende de nós a elaboração e a apresentação de uma plataforma política capaz de convencer e apaixonar a sociedade natalense, criando um amplo movimento político, cultural e social que reafirme o desejo de avançar rumo à conquista de uma cidade saudável, socialmente inclusiva e economicamente sustentável.<br />
E não partimos do zero. Os programas em andamento em nossa cidade, os projetos elaborados ao longo dos anos pelo PT e pelos partidos aliados, as propostas apresentadas pelos então pré-candidatos Hermano Morais e Rogério Marinho devem servir de ponto de partida para a elaboração de nosso Programa de Governo, concreto e realizável. Aliás, penso que deve-se convidar Hermano e Rogério para ocuparem lugares de destaque em nossa campanha.<br />
Quando apresentei minha pré-candidatura ao partido, eu disse que minha intenção era animar a militância petista e contribuir para que o nosso partido assumisse um papel protagonista em nossa cidade, realizando os sonhos de toda uma geração de militantes. E disse, ainda, que abriria mão de minha postulação para qualquer petista que somasse mais apoios do que eu”.</em></p></blockquote>
<p>Os resultados nos mostram que não tivemos competência política para construir os caminhos necessários à vitória. Que cada um de nós assuma a sua parcela de responsabilidade nesse processo.<br />
Quanto à questão das candidaturas proporcionais, todos(as) sabem qual foi minha posição. Fui contra a aliança na proporcional porque previa que ocorreria o que, de fato, veio a ocorrer: perdemos nossa representação na Câmara.<br />
Agora é achar o rumo, corrigir os erros e navegar nessas àguas turvas das derrotas. É de nosso ofício e opção sempre seguir em frente.<br />
Vamos que vamos, que 2010 está bem alí, a nos espreitar.<br />
<strong>Mineiro</strong></p>
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		<title>Venceremos</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 17:07:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Mineiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mandato]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições-2008]]></category>

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		<description><![CDATA[Nossos adversários, através de algumas penas de aluguel espalhadas em blogs e redações de jornais e TVs, tentam passar a idéia de que as eleições serão decididas no primeiro turno. A favor deles. Fazendo uso de uma falsa neutralidade, querem transformar opinião publicada em opinião pública. Mas serão desmentidos no próximo domingo. Natal não retrocederá. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nossos adversários, através de algumas penas de aluguel espalhadas em blogs e redações de jornais e TVs, tentam passar a idéia de que as eleições serão decididas no primeiro turno. A favor deles. Fazendo uso de uma falsa neutralidade, querem transformar opinião publicada em opinião pública.</p>
<p>Mas serão desmentidos no próximo domingo. Natal não retrocederá.</p>
<p>A qualidade de vida que ainda hoje resta em nossa cidade será preservada, pois impediremos que a especulação imobiliária vença. Os avanços políticos e sociais serão consolidados e aperfeiçoados. O desejo e sonho de uma administração pública participativa e transparente serão reforçados.      </p>
<p>Nossos adversários tentaram nos imobilizar, manipulando a análise dos números de algumas pesquisas, mesmo sabendo que tais números registram posições que, quando divulgadas, já podem ter sofrido mudanças.</p>
<p>Porque conhecem a força mobilizadora e a capacidade de convencimento da militância dos partidos que formam a União por Natal, tentam nos derrotar à véspera, lançando mão de artifícios e baixarias. Mas venceremos, a despeito de nossas dificuldades e barreiras.</p>
<p>Eles serão derrotados não porque eu queira.</p>
<p>Serão derrotados porque o povo de Natal merece uma administração pública decente, comprometida com os avanços sociais que ocorrem no Brasil e no RN.</p>
<p>Serão derrotados porque nosso povo quer desenvolvimento com sustentabilidade, políticas sociais republicanas, democracia, controle e transparência da gestão administrativa.</p>
<p>Serão derrotados porque cada um(a) de nós construimos profundas relações  com esta cidade e reagiremos diante dos riscos de ela ser entregue a  quem não tem compromissos com os interesses da maioria de nosso povo.</p>
<p>Serão derrotados porque sabemos o quanto nos custa a preservação de nossos patrimônios público e natural.</p>
<p>Serão derrotados porque sairemos todos(as) às ruas neste dias que restam, com nossas bandeiras e estrelas no peito, disputando cada opinião e  voto, a afirmar o nosso amor a este chão e o nosso mais profundo compromisso com o presente e o futuro de Natal.</p>
<p>Serão derrotados porque nos alimenta e nos move a convicção de que nosso povo merece uma feliz cidade.</p>
<p>Mineiro</p>
<p>Natal, 2 de outubro/2008.</p>
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		<title>Terá impacto?</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 18:56:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Mineiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mandato]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições-2008]]></category>

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		<description><![CDATA[Já está no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, e no site do Ministério Público (www.mp.rn.gov.br), a denúncia contra 22 pessoas acusadas de fazerem parte do esquema de pagamento de propina durante o processo de votação do Plano Diretor de Natal. Deflagada pelo Ministério Público Estadual, a chamada Operação Impacto resultou, após mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já está no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, e no site do Ministério Público (www.mp.rn.gov.br), a denúncia contra 22 pessoas acusadas de fazerem parte do esquema de pagamento de propina durante o processo de votação do Plano Diretor de Natal.<br />
Deflagada pelo Ministério Público Estadual, a chamada Operação Impacto resultou, após mais de um ano, na denúncia contra 13 vereadores e mais 9 pessoas, entre elas empresários e assessores parlamentares, arrolados como corruptos e corruptores. Só as conclusões do processo é que apontarão a culpabilidade, e a consequente punição, de cada um dos denunciados.<br />
Dos vereadores citados, 12 são candidatos à reeleição. Quando se fala neste assunto, sempre surge uma pergunta óbvia: as denúncias terão impacto na reeleição desses vereadores?<br />
Torço para que os envolvidos neste processo não sejam reeleitos. Mas, sinceramente, não ficarei surpreso se ocorrer o contrário. Até gostaria de estar enganado, mas penso que a maioria dos votos desses vereadores não muda de imediato diante de situações como esta. Infelizmente.<br />
Isso não quer dizer que operações como a Impacto sejam inúteis e não levem a nada. Ao contrário. Ações como esta são de fundamental importância para o processo de aperfeiçoamento e consolidação da democracia e da cidadania. São politicamente educativas, mesmo que não resultem em imediata punição dos culpados. Isto porque, para além da revolta e da indignação, a  sociedade amadurece, e pode se tornar mais atenta e exigente na escolha de seus representantes.<br />
E o atual momento é bom para o exercício de separação do joio do trigo, tendo em vista estarmos em pleno processo eleitoral.<br />
Se cada um de nós contribuir para a divulgação do que ocorreu durante a votação do Plano Diretor de Natal, a sociedade natalense escolherá melhor os seus representantes.<br />
Nem precisaremos esperar pela decisão  sempre demorada da justiça para ver a punição  da &#8220;bancada do concreto&#8221;. No próximo 5 de outubro poderemos extinguir por completo a sua representação na Câmara Municipal. Basta que elejamos 21 vereadores e vereadoras que respeitem e honrem a nossa cidade. Simples assim.  </p>
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		<title>Maioria ainda não tem candidato</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Jul 2008 18:51:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Mineiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mandato]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições-2008]]></category>

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		<description><![CDATA[A pesquisa Certus/Diário de Natal, realizada nos dia 12 e 13 de julho e publicada hoje n&#8217;O POTI, traz dados relevantes acerca das eleições/2008. O quadro da intenção estimulada de votos, se comparado a outras pesquisas, permanece inalterado com 48,71% para Micarla e 17,14 para Fátima, sem também nenhuma mudança significativa nos percentuais relativos aos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A pesquisa Certus/Diário de Natal, realizada nos dia 12 e 13 de julho e publicada hoje n&#8217;O POTI, traz dados relevantes acerca das eleições/2008. O quadro da intenção estimulada de votos, se comparado a outras pesquisas, permanece inalterado com 48,71% para Micarla e 17,14 para Fátima, sem também nenhuma mudança significativa nos percentuais relativos aos demais candidatos.<br />
       O que chama atenção na pesquisa é o alto percentual de eleitores(as) que ainda não tem definição de votos para prefeito.<br />
       A pesquisa espontânea revela que 73,15% (quase três quartos!) das pessoas entrevistadas ainda não fizeram sua escolha, de acordo com os seguintes percentuais de respostas: 58,29% não sabem em quem votar, 11% não votam em nenhum dos candidatos e 3,86% votam em quem não está na disputa (outros nomes). Apenas 26,85%dos(as) entrevistados(as) citaram o nome de alguns dos  dos candidatos(as).<br />
     Estes dados revelam, de um lado, a ainda significativa e preocupante indiferença da sociedade natalense diante a escolha de quem vai  administrar nossa cidade nos próximos anos. De outro, revelam também que temos um largo campo de disputa de opinião e voto, diante de tamanha indefinição.<br />
   Penso que a candidatura Fátima/Luiz Eduardo tem muito espaço pra crescer, e vencer a eleições, se usar com eficácia o seu diferencial: é a candidatura mais preparada, com propostas consistentes e viáveis para a cidade e a que aglutinou em torno de si o mais amplo leque de apoios políticos e sociais da história de Natal. Aliás, a mesma pesquisa revelou que as gestões de Lula, Carlos Eduardo e Vilma são muito bem avaliadas pela população, em inéditos percentuais de aprovação superiores a 60%. Penso que quando o eleitorado souber (pois imagino que a maioria ainda não sabe) que essas lideranças, mais Garibaldi, Henrique, o PC do B, o PDT, o PTN, o PHS, o PCB e as lideranças das mais variadas representações dos movimento sociais estão com Fátima e Luiz Eduardo, a nossa candidatura crescerá e vencerá as eleições.<br />
    Outro dado que merece destaque é que, segundo a pesquisa, quase a metade dos eleitores(as) de Micarla, 46,85%, admite mudar de voto. Já o voto de Fátima é mais fiel: apenas 12,94% disseram poder mudar.<br />
    E aqui repetirei, até o 5 de outubro: vamos pra rua, disputar a opinião e o voto do(a) natalense.</p>
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		<title>Eu também sou contra acordão</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Jun 2008 20:29:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Mineiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mandato]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições-2008]]></category>

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		<description><![CDATA[Fernando Mineiro * A manchete do jornal grita, em plena tarde nublada: “52,3% dos natalenses rejeita o acordão PT/PSB/PMDB”. Eu fico pensando que seria 52,65%, se tivessem me entrevistado. Explico: o percentual (na verdade 52,5% e não 52,3%) refere-se aos 420 entrevistados, de um total de 800, que “rejeitam o acordão em torno da candidatura [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Fernando Mineiro * </p>
<p>A manchete do jornal grita, em plena tarde nublada: “52,3% dos natalenses rejeita o acordão PT/PSB/PMDB”. Eu fico pensando que seria 52,65%, se tivessem me entrevistado. Explico: o percentual (na verdade 52,5% e não 52,3%) refere-se aos 420 entrevistados, de um total de 800, que “rejeitam o acordão em torno da candidatura de Fátima Bezerra”. Se entrevistado, então seriam 421 (e não mais 52,5%, mas 52,65%!), pois eu, também, sou contra acordão. </p>
<p>Tenho certeza que muito mais gente responderia &#8220;não&#8221; se perguntado sobre o mesmo assunto. Pelo simples fato de que &#8220;acordão&#8221;, em política, tem significado marcadamente negativo e, com toda razão, tende a ser rejeitado por grande parte da sociedade.</p>
<p> Não é preciso ser especialista em pesquisas de opinião para saber que a forma como uma pergunta é feita, induz o entrevistado a dar uma determinada resposta.</p>
<p>E foi isso o que aconteceu na citada pesquisa, e está acontecendo em boa parte das matérias em jornais e blogs que tratam do processo eleitoral em Natal. Desde o dia 3 de maio passado, quando foi anunciada uma ampla coalizão partidária em torno da candidatura de Fátima Bezerra a Prefeita, tenta-se desqualificar e diminuir esta aliança, carimbando-a como um &#8220;acordão&#8221;. </p>
<p>Fosse outra pessoa, de outro partido, que tivesse conseguido a façanha de unir tantas lideranças em torno de seu nome e projeto, certamente estaria sendo agora enaltecida como uma grande articuladora, preparada, madura e apta a galgar os mais altos postos da política local. Não faltaria quem não lhe atribuísse rasgos de genialidade política, pela capacidade unificadora.</p>
<p>Mas a capacidade de unificar tantos interesses políticos contrários (atributo de lideranças) não pode ser concedida a Fátima, ou mesmo, ouso dizer, a qualquer outro nome do PT ou que tenha origem nas lutas dos setores historicamente excluídos da chamada grande política local. De certa forma, não se lhe perdoa o fato de ter chegado onde chegou “sem pedir licença”, rompendo com o isolamento histórico da esquerda e vinculando outras forças políticas de origens tradicionais a um projeto progressista.  </p>
<p>Engana-se quem debita a rejeição ao nome de Fátima apenas a ela própria ou aos erros e litígios partidários específicos de todo esse processo. A rejeição se nutre, sobretudo, de fortes preconceitos, em suas mais variadas formas, contra os sujeitos políticos nascidos longe do “berço dos escolhidos”. </p>
<p>São esses preconceitos, mal disfarçados, que dão guarida aos reais motivos de ferrenha oposição à aliança formada, e que se tornarão mais explícitos quando do acirramento da disputa eleitoral. </p>
<p>Vive-se, em nossa cidade, uma sutil disputa política direcionada aos que temos acesso às opiniões publicadas, com um claro objetivo: apequenar e desmobilizar a força transformadora da aliança em torno do nome de Fátima Bezerra, que teve a capacidade histórica de ser o consenso possível entre as principais lideranças dos partidos da base de apoio do Presidente Lula em nossa cidade.</p>
<p>     Mas isso é só o começo, e não é gratuito. A candidatura de Fátima mobiliza contra si setores que têm interesses e concepções contrariados.  Afinal, a eleição de Fátima prefeita de Natal carrega profundos significados político-culturais, com fortes impactos na dinâmica política e administrativa locais. </p>
<p>     Fátima, prefeita, é a vitória da consolidação e do aprofundamento da resistência da cidade contra os processos urbanos predatórios, por exemplo, e a afirmação dos caminhos do desenvolvimento sustentável. </p>
<p>     Fátima, prefeita, é uma aposta nas mudanças de métodos de gestão pública, na perspectiva do exercício do controle social sobre as ações governamentais.  </p>
<p>     Fátima, prefeita, é o fortalecimento do processo do planejamento e participação social como marcas orientadoras da sua administração. </p>
<p>     Fátima, prefeita, é, sobretudo, a vitória política de toda uma geração de militantes sociais que romperam barreiras, conquistaram espaços políticos e construíram caminhos da cidadania em nossa cidade. </p>
<p>Estamos, pois, diante de grandes e profundas disputas de caráter político-cultural. Se algum “acordão” há, é para a desqualificação da aliança dos partidos da base de sustentação do Presidente Lula; o acordão de quem tem interesses, desejos e concepções contrariados.   </p>
<p>O significado e o entendimento, por parte da sociedade, da ampla aliança em torno do nome de Fátima Bezerra é um processo em aberto, em franca e permanente disputa.  </p>
<p>E, aqui, cabe registrar o óbvio: o resultado final depende do envolvimento e capacidade de mobilização e convencimento de cada um de nós. </p>
<p>* Militante do PT/Natal </p>
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		<title>Por uma agenda pró-ativa</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jun 2008 11:47:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Mineiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mandato]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições-2008]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>

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		<description><![CDATA[A reunião dos líderes dos partidos que apóiam a candidatura de Fátima Bezerra(PT), ocorrida neste 1º de junho, foi de extrema importância política para a atual fase da disputa eleitoral. A decisão sobre o marketing e os demais encaminhamentos contribuirão para a construção da necessária e esperada agenda positiva da nossa campanha. Durante todo o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>      A reunião dos líderes dos partidos que apóiam a candidatura de Fátima Bezerra(PT), ocorrida neste 1º de junho, foi de extrema importância política para a atual fase da disputa eleitoral. A decisão sobre o marketing e os demais encaminhamentos contribuirão para a construção da necessária e esperada agenda positiva da nossa campanha.<br />
     Durante todo o mês de maio a aliança ficou refém da agenda internista e litigiosa dos partidos e o resultado foi a perda das oportunidades de se realizar o convencimento da sociedade de que nossa coalizão partidária  é a melhor alternativa para Natal.<br />
      E este convencimento somente será possível à luz da apresentação e debate de propostas voltadas para as respostas concretas das demandas da sociedade.<br />
      Precisamos construir uma agenda pró-ativa, firmando compromissos e construindo um contrato político-administrativo com a população.<br />
      Todas as pesquisas, com pequenas variações, nos indicam que a sociedade natalense  identifica entre os principais problemas de nossa cidade os relacionados à saúde, segurança, saneamento, drenagem, desemprego, educação, transporte, trânsito, lazer, meio ambiente, pra ficar apenas nos dez primeiros temas comumente citados em aproximadamente 75% das respostas.<br />
     As pesquisas também revelam que, quando perguntados(as) sobre o que mais influencia na escolha do(a) candidato(a), cerca de 25 a 30% dos(as) entrevistados(as), nas cidades grandes e médias, respondem serem as propostas o motivo de suas escolhas. Em seguida, são citadas a honestidade, a competência e a experiência dos(as) postulantes aos cargos majoritários.<br />
     É justamente pelo conhecimento dos problemas de Natal e pela identidade com as razões com que a maioria das pessoas se posiciona frente ao processo eleitoral que a candidatura de Fátima faz a diferença. Além do apoio de lideranças com larga experiência e representatividade políticas, Fátima é hoje, reconhecidamente, a deputada federal que mais trabalha por nossa cidade. Eleita prefeita, sua administração terá forte lastro de governabilidade e reunirá todas as condições necessárias para o atendimento das principais demandas da sociedade natalense.<br />
       Mas devemos reconhecer que nem as qualidades de nossa candidata nem as vantagens de sua eleição para a garantia de melhorias concretas das condições de vida de nossa população fazem parte, até o momento, da pauta de debates sobre o atual processo eleitoral. Ao contrário,  uma rápida análise dos conteúdos das opiniões publicadas na maioria das páginas dos jornais e blogs nos mostrará a prevalência de uma abordagem majoritariamente negativa para a aliança. E os dados da pesquisa publicada neste domingo em O POTI refletem claramente esta situação.<br />
      A reversão deste quadro se dará na  medida em que o processo eleitoral saia do debate menor, marcadamente fulanizado e pautado pelos tensionamentos partidários, e ganhe contornos programáticos acerca dos assuntos de real interesse da maioria da população.<br />
      E a tarefa de realizar este indispensável diálogo com a sociedade, não cansarei de repetir, não é de responsabilidade apenas de nossa candidata. É compromisso a ser assumido por todos(as) os(as) que queremos o melhor para Natal. </p>
<p><strong>   Mineiro, no 2 de junho de 2008, em Natal/RN.<br />
</strong></p>
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		<title>Melhor pra Natal</title>
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		<pubDate>Wed, 28 May 2008 12:57:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Mineiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mandato]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições-2008]]></category>

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		<description><![CDATA[A aliança formada entre PT, PSB, PMDB, PCdoB, PRB ( que pode se fortalecer ainda mais com a participação de outros partidos que estão em processo de definição) tem significado positivo pra Natal, agora e no futuro próximo. Não só por ser a reprodução, a nível local, da coalizão de partidos que, sob a coordenação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A aliança formada entre PT, PSB, PMDB, PCdoB, PRB ( que pode se fortalecer ainda mais com a participação de outros partidos que estão em processo de definição) tem significado positivo pra Natal, agora e no futuro próximo.</p>
<p>Não só por ser a reprodução, a nível local, da coalizão de partidos que, sob a coordenação do Presidente Lula, vem implementando profundas e estruturantes mudanças no Brasil mas, principalmente, pelo potencial transformador que esta aliança política tem para a nossa cidade e para o nosso Estado.</p>
<p>Unificada em torno da candidatura de Fátima Bezerra (PT), esta ampla Frente de centro-esquerda tem todas a condições políticas de, vencidas as eleições, implementar um inovador programa político administrativo para a nossa cidade.   </p>
<p>Para além da necessidade e importância de se garantir continuidade e aprofundamento na execução de obras estruturantes de infra-estrutura como saneamento, drenagem, reestruturação do trânsito, etc, é preciso criar uma nova cultura administrativa que vise a elaboração e desenvolvimento de amplos programas voltados à implementação de políticas públicas inclusivas e de qualidade, caminho necessário e única garantia de se administrar sob os signos da participação e controle sociais, da efetivação da cidadania e da qualidade de vida para os(as) cidadãos(ãs) natalense, na busca do tão sonhado desenvolvimento sustentável.</p>
<p>O potencial transformador da aliança reside no fato de que ela oportuniza conquistas concretas para Natal, tendo em vista que estamos diante do mais forte somatório de forças políticas em torno de um projeto de gestão para nossa cidade. E esta oportunidade histórica não pode ser perdida. </p>
<p>Mas é bom lembrar que a disputa que se avizinha será duríssima. Tanto mais se não forem derrotados, se surgirem, nossos principais adversários: o já ganhou, o salto alto e o menosprezo aos demais concorrentes.</p>
<p>Cabe tão somente ao PT e aos partidos aliados convencerem a sociedade que o nosso é o melhor projeto pra Natal.</p>
<p>Urge, pois, explicitar as linhas de tal projeto e, com ele em mãos/cabeças/bocas, sair das quatro paredes, fugir das armadilhas dos litígios partidários e iniciar o diálogo propositivo com o eleitorado natalense.</p>
<p>Mineiro – 28 de maio de 2008</p>
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