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05.03.2010

Professores da rede estadual decidem pela continuidade da greve

Em assembleia realizada na tarde desta quinta-feira (4), na Escola Estadual Winston Churchill, cerca de mil professores da rede estadual de ensino do Rio Grande do Norte decidiram continuar a greve, que teve início no dia 1º de março.

A categoria recusou a proposta feita pela governadora Wilma de Faria, que previa um reajuste salarial de 15%, além da criação de uma comissão para revisar o Plano de Cargos, Carreiras e Remunerção dos professores.

Segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte), Fátima Cardoso, o que não foi acatado, na verdade, foi a forma como esse percentual foi distribuído, segundo a proposta do governo.

Outro ponto questionado pela categoria é que os 15% incluíam as gratificações. “Vamos continuar a nossa luta. Não podemos aceitar esse formato de distribuição”, comentou Fátima.


A reunião com a governadora aconteceu na noite desta quarta-feira (3). Em entrevista ao Nominuto.com, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte), Fátima Cardoso, havia adiantado que a conversa com o governo na noite passada havia sido “proveitosa”.

Segundo ela, o governo chegou a apresentar três propostas diferentes para o reajuste. “As duas primeiras porcentagens oferecidas foram descartadas, eram inviáveis”, disse.

A terceira proposta, que previa 15% de reajuste, foi aceita pelos representantes da classe por chegar muito próximo ao coeficiente exigido inicialmente pelos professores, que era de 18%.

No entanto, na assembleia desta tarde, a categoria decidiu com unanimidade pela continuação da greve.

A proposta de acordo apresentada pelo governo previa o pagamento de 7,8% das perdas salariais imediatamente. O restante, 7,2%, seria repassado depois, em data ainda não definida.

Rede municipal
Em matéria divulgada no site do município na manhã desta quinta-feira (4), a Prefeitura de Natal afirmou que, com 20 horas semanais, os professores municipais ganham a maior hora/aula da capital potiguar, em comparação com os educadores das redes estadual e privada.



Segundo a matéria, atualmente, o salário base médio de um educador na rede municipal de ensino é de R$ 1.335,06, com sua hora/aula estimada em R$ 13,35. O valor seria superior ao pago pelas redes estadual e privada do Rio Grande do Norte, com um salário base de R$ 944,08 e R$ 1.254,94, respectivamente. Isso para professores do 6º ao 9º ano.

Fátima Cardoso contesta os dados apresentados pela prefeitura. Segundo ela, não se pode comparar a remuneração do município e do estado. “Os professores municipais trabalham 20 horas contadas no relógio. Enquanto que, no estado, os professores trabalham 30 horas/aula. Acaba ficando uma coisa pela outra”, disse.

A presidente do Sinte comentou ainda que a greve do município está mais forte que a do estado. “A paralisação dos professores municipais está mais forte que a dos estaduais. Mas, trabalhamos pelas duas categorias da mesma forma”, destacou Fátima.

Ainda de acordo com os dados divulgados pela prefeitura, o profissional da rede municipal de ensino tem uma carga horária de 20 horas semanais, número abaixo das jornadas de 30 horas da rede estadual e 26h25 da rede privada.

Segundo o diretor explicou o diretor da Assessoria de Planejamento e Avaliação (APA) da Secretaria Municipal de Educação, Emerson Capistrano, os cálculos foram feitos levando em conta a carga horária e o salário pago por cada rede, chegando-se a uma equivalência salarial.

A rede municipal ensino conta hoje com 3.688 educadores distribuídos em quatro níveis.

Agenda de Greve
O Sinte está formulando um documento que será encaminhado ao governo, informando que não aceitaram a proposta.

Nesta sexta-feira (5), os professores vão se reunir em frente à Assembleia Legislativa, às 9h. Na segunda-feira (8), o sindicato irá às escolas e, na terça-feira (9), será realizada uma nova assembleia, na Escola Estadual Winston Churchill, às 8h30.

Fonte: Nominuto.com

Tags: Educação, greve dos professores

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